
Prisão De Al Khiam, Líbano – Local onde foram praticadas torturas e atrocidades sionistas
Por Claude Fahd Hajjar
Boa noite a todos!
Saudamos as autoridades civis e religiosas aqui presentes, representantes diplomáticos, partidos políticos e entidades irmãs,*
Senhoras e senhores,
Hoje, 25 de maio comemoramos o Dia da Resistência e Libertação do solo libanês da presença do ocupante sionista. Venceu a dignidade, a determinação, a vontade intrínsica que emana da determinação de um povo e principalmente de seus jovens.
Entre Resistir e desistir temos a diferença de uma letra.
Ao escolher o desistir seria o não lutar, o não enfrentar e não combater.
Quando escolhemos Resistir estamos falando de enfrentar, perseverar e lutar.
Esta escolha do RESISTIR teve a mais expressiva manifestação de oposição à invasão sionista ao Líbano de 1982 .
O ocupante sionista com o seu desaforado exército invadiu o Líbano e chegou a Beirute pretendiam, chegar por terra a Damasco. Sofreram as primeiras derrotas quando foram bravamente rechaçados pelos tanques sírios e pela resistência nacional libanesa.
Começaram ai suas derrotas, mas ainda assim conseguiram deixar a sua marca mortal no Massacre de Sabra e Chatila em setembro de 1982.
A população libanesa e todos os jovens envolvidos com a Resistência nacional do Líbano imaginavam formas de rechaçar o invasor, foi quando surgiram as primeiras sequências de ações de resistência ao inimigo e que aconteceram em meados de 1985 no Líbano.
Inauguradas pelo companheiro Kaled Halwan em Beirute, seguidas pela magnífica, Sanaah Mhaidale.
Foi com o ato de resistência da também chamada Arrusat Al Junub ou a Noiva do Sul que se seguiram:
– A socióloga Ibtisam Harb da região do Chiuf,
-A psicóloga Norma Abi Hassan
-A universitária Mariam Kair Al Din
-O Jovem Sírio Zahaar Abi Assaf
-A jovem Fadua Ghanem e outros muitos outros. .
Na verdade estas ações de resistência se multiplicaram e foram um fenômeno que expressava a vontade de se opor ao inimigo e buscar com a própria vida uma realidade mais digna.
Formou-se uma fila de mais mil inscritos que queriam participar e defender com o seu martírio e a própria vida a dignidade de seu povo. Muitos o fizeram!
Estas ações de resistência foram condenadas por muitos, mas podemos dizer que estas e outras lutas do Movimento de Resistência Libanesa culminaram com a retirada parcial do inimigo em 1985.
Apesar desta retirada parcial o inimigo continuava presente no Sul do Líbano, a exercer a mais sórdida das ocupações, com um vergonhoso currículo de atrocidades e massacres e transformando a vida dos cidadãos em verdadeiro campo de concentração. Em 1996 deixaram outra vez a sua marca macabra no massacre de Qana. . .centenas de mortos!!
No Sul do Líbano, transformaram cada cidadão em prisioneiro e forjaram a mais odiosa casa prisional na região de Khiam entre outras prisões.
Nestas prisões era contida a população que se rebelava contra o invasor. A entidade sionista nunca respeitou nenhuma regra ou lei, sempre prendeu e torturou sem acusação ou julgamento, manteve os presos em celas úmidas e féticas.( conforme a Anistia Internacional e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha)
Segundo grupos dos Direitos Humanos as atrocidades cometidas na prisão de Khiam ainda terão de ser relatados na íntegra para que o mundo tome conhecimento de como procediam estes tiranos bárbaros.
A luta contínua e determinada da Resistência transformou a população na íntegra em Resiste e combatente pela Liberdade, a sua missão era expulsar o inimigo.
Muitos foram martirizados, foram mais de 20 mil mortos que tombaram para alcançar a Liberdade e expulsar o inimigo e a estes todos dizemos: A sua luta não foi em vão! Vencemos!
O objetivo foi alcançado em 24/5/2000 após 22 anos de ocupação do inimigo no Líbano. O invasor saiu, desmoralizado, derrotado e amedrontado, pois sabia que uma nova fase da luta estava se iniciando.
A importância deste fato se manifesta na destruição do Mito, de Exército mais preparado do Oriente Médio e com a maior força bélica. . .para a sua expulsão do Líbano marcou o futuro das ações da Resistência e o destino da região.
Ao desmontar a grande mentira que é a Entidade sionista, abriu-se o espaço para novas conquistas e novas vitórias.
– A Guerra dos 33 dias de julho de 2006, quando o Exército mais preparado do mundo lança, mais uma vez ,a sua ira contra a população libanesa não poupando a população civil, residências, escolas, estradas, mas por fim foi vencido e capitulou graças aos foguetes da Resistência e a coragem e paciência de seu povo.
– A guerra contra Gaza em 2008/2009
– A Guerra Internacional contra a Síria, e que o Eixo da Resistência protagonizou e venceu, na qual permanece presente, até hoje, já que esta guerra não acabou.
-A guerra contra Gaza 2014
– A batalha de Seif al Quds 2021 , a mais recente, que está completando 1 ano, revelou a fragilidade da sociedade sionista e a sua vulnerabilidade, assim como a ineficiência da sua Cúpula de Ferro. Revelou também a forte coesão da população na Palestina Ocupada integrando palestinos de 1948, com os da Cisjordânia, e de Gaza em uma única voz que fazia eco com os palestinos da diáspora seja na Jordânia, Líbano, Síria ou Norte da África e nos demais países do mundo.
Quantos Palestinos como Nizar Banat deverão ser covardemente assassinados pelas forças de segurança da entidade sionista, para que a justiça seja estabelecida?
O recente assassinato da jornalista Shireen Abu Akl mostra a fraqueza da entidade sionista e o seu desespero ao matar uma jornalista durante o exercício de sua profissão.
Mas a resposta da população palestina foi um enterro acompanhado por 75 kilômetros por toda a população palestina e retransmitido em todas as TV do mundo e cujas imagens circularam maciçamente pelas redes sociais.
Todos estes exemplos e muitos, muitos outros não relatados aqui mostram que resistir é a única opção possível para esmagar a ocupação e expulsar o inimigo da Palestina Ocupada.
Foi a Vitória de 25 de maio de 2000 que inaugurou um novo ciclo de vitórias, mesmo que pequenas, mas que vão garantir a justiça e a vitória final com Palestina livre e soberana, junto com o Golã sírio e as fazendas de Shabaa do Líbano. Com a Resistência garantindo a extração do Gáz e petróleo do litoral libanês para que o seu povo possa voltar a viver com dignidade!
Resistimos!!!
Claude Fahd Hajjar
Editora do site Oriente Mídia
- Discurso feito na ARBIN – Associação Religiosa Beneficente Islâmica do Brasil em 25/5/2022